domingo, 10 de julho de 2011

Ou vivo ou escrevo...

Ou eu vivo pra escrever ou escrevo pra viver.
Independentemente de qualquer coisa, ambas ações são disjuntas mesmo que não pareçam a princípio.
Acontece o seguinte: De uns dias pra cá, minha vida tem sido uma correria só, assim como a de muita gente que vive sem reclamar um só segundo; não que eu esteja reclamando, mas o que quero dizer é que devido toda essa correria, tenho deixado de lado muitas coisas consideradas prazerosas para mim.
Escrever é uma delas; assim como ler.
Escrever faz com que eu me sinta mais útil de alguma maneira, igualmente vivo.
Expressar e registrar os acontecimentos da minha vida ou criar acontecimentos de vidas que nem sequer existem são, senão um fenômeno extraordinário, a melhor forma de conversar consigo mesmo, algo que todo mundo deveria experimentar, ou pelo menos compartilhar da mesma opinião que tenho.
Quando escrevo, sinto que estou desabafando e é como uma terapia, vou esvaziando minha mente e deixando-a pronta para as próximas frases, os próximos parágrafos.
É como tecer um tecido inteiro para ser desconstruído pelos olhos do leitor.
E embora eu adore, as vezes sinto que não tenho o que escrever por estar muito atarefado.
Mas quando não estou atarefado, acho que não tenho o que escrever.
É mais ou menos assim: Quero viver pra escrever essas experiências, mas quando vivo, não tenho tempo de escrevê-las. Aí começo a reclamar, mas sei que se não viver, jamais poderei falar com tanta clareza das minhas experiências. Seria apenas um ser que escreve vivendo o ficcional e não o factual.
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