quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

rua vazia de gente.

então, depois de muito tentar dormir, levantei.
exausto de insistir, suspirei mais uma vez e me agarrei ao amor que sinto por mim.
no meu universo enquadrado, vi a rua vazia, não muito diferente do vazio, do vai e vem, das pessoas. era aquele vazio confortante, incapaz de me submeter a solidão, parecido com o outro.
não era uma sensação, apenas.
tudo estava meio vazio, mesmo. até o céu, de poucas estrelas, parecia estar me encarando, como um telespectador, faminto de novidade, esperando algum motivo pra continuar me dando a audiência merecida.
vontade, infelizmente, frustrada, eu sei.
até o vento parecia ter me abandonado de tanto silêncio, do toque, quase imperceptível, na minha pele. parecia estar disjunto de mim, até mesmo nos passos repetitivos, no escuro, que costumava dar sempre que me via nesse transe de, enfim, estar sozinho, mais uma vez.
nada acontece, apenas eu aconteço. a minha mente acontece, trabalha, sintetiza e complica tudo novamente, como um mecanismo criado pra me nutrir de coisas novas. capaz de me fazer ver que basto pra mim. que sou suficientemente, complicado para viver em conjunto.
eu sou um conjunto, mas não sou vazio.
embora tenha motivos, mais do que convincentes, para tentar torná-lo assim.
então, ouço aquela música e ela toca o meu coração. e sei que, por mais estranho que eu pareça, mais singular serei. e eu gosto disso, prefiro ser visto de canto de olho, do que apenas como mais um, desses que passam pela vida sem motivos para serem lembrados.
lembre-se, posso estar sozinho, mas não sou solitário.
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