sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

resmungos e mais...

Pensar sobre como se vai contar uma história na maioria das vezes pode estragá-la, mesmo antes da primeira linha, ou a primeira palavra, como for. O correto, para mim, é apenas escrever, deixar fluir o que se tem latente, pedindo pra sair de você como um ato de exorcismo – o exorcismo do sentimento que o peito não consegue segurar. 
Ás vezes eu sou meio máquina. Uma pessoa que escreve por escrever, mesmo que não esteja com vontade. Aquele tipo que sente uma necessidade de recontar para sí mesmo o que já se sabe. Apenas para registrar aquilo que no momento parece tão profundo a ponto de deixar um buraco de saudade do próprio sentimento. Um sentimento que é tão forte e tão passageiro, que se move como uma força sobrenatural dizendo que não pode ser esquecido, dizendo que tem que tomar conta do ser para dizer que é esse motivo de se estar vivendo. Uma vida para se sentir, mesmo que não sejam sentimentos bons. 
Há escritores que sabem aproveitar esses momentos como ninguém, porque na verdade, são momentos únicos que surgem sem explicação e se vão igualmente para fazer com que aquele vício seja mais ainda alimentado. Há outros que não conseguem, aliás, há outros que criam situações falsas, apenas para fingir e seguir assim fazendo o que todos fazem, no mesmo objetivo, ou não. 
Eu não sou escritor, mas eu sinto como eles. Eu sei aproveitar os momentos oportunos e fazê-los bons textos que me satisfazem, mas eu também sou daqueles que quando não estão numa maré de sorte, tenta canalizar sentimentos antigos para convertê-los em palavras tecidas uma a uma até tornarem-se um amontoado delas. Seguindo o compasso das palavras.

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