quarta-feira, 2 de abril de 2014

palavras sinceras


[...] quantos dias fazem que uma nuvem pairou sobre os meus pensamentos, deixando uma herança de marcas que não sei se irão sumir? 
percorrendo os dedos pelo teclado, sinto a desordem dentro de mim, gritando as palavras sem nexo algum. parece que a linearidade acabou e só restou aquela bagunça dos dias que mais precisei de uma palavra de amor. e se eu dissesse que nem tudo foram flores? que o meu sorriso nem sempre foi sincero e que as minhas expectativas nem sempre foram positivas? quem acreditaria? quem acreditaria num alguém que soube ser felicidade em todos os sentidos, o tempo todo, para todos? nem eu mesmo. me convenci que a felicidade estava no mais singelo modo de agir, que ela estaria em mim, mesmo que eu não tivesse bons motivos para isso.
me vejo naquele lugar, só. chorando dentro de mim e dizendo que nunca desistiria do que me convenci já ter vencido. na minha agonia para respirar o meu próprio ar de persuasão. não, eu poderia perder pra mim. eu nunca me deixei pensar assim, mesmo na minha agonia e vontade de viver... mesmo naquelas marcas que foram deixadas no meu corpo, e aquela sensação de que nunca mais seria o mesmo. mesmo naquela vontade de sumir e só acordar quando a minha saliva fosse fácil de engolir e que a minha dor já não existisse mais. nao, eu não poderia ter perdido. era uma luta contra um inimigo que eu já conhecia bem. 
o meu interior gritava por uma pausa, mas eu me convencia que tinha força pra seguir... não, eu jamais desistiria.
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