domingo, 20 de fevereiro de 2011

Mundo dos espertos...

O telefone toca e lembro que tenho tarefas a cumprir pro dia seguinte, uma só e faço cara feia, seminário de sociologia, um tédio. A ligação não tem necessariamente a ver com o fato de que a minha memória anda pior do que a de um idoso de 98 anos, considerando que não tenho nem ¼ disso tudo, posso concluir que as coisas não andam nada bem pro meu lado. Mas ela, a bendita ligação, apenas funciona como um estalo pra que eu as cumpra sem que me ferre caso ouse insistir no esquecimento quase voluntário.

Às vezes parece que faço de propósito, gosto de não ter o que fazer, é bem mais fácil do que ter a cabeça entupida de regrinhas a serem cumpridas. "Logo pela manhã trabalho, meio dia pego as crianças na escola, em seguida pago a conta de luz enquanto muita gente ta em casa almoçando, isso ajuda a não enfrentar uma fila imensa...", diz alguém com uma rotina oposta a minha. Aquela rotina básica e corrida, motivo principal pra que todo mundo se estresse cada vez mais. Gosto de não ter muito que fazer, confesso novamente e nem preciso perguntar muito pra que me digam o mesmo, a diferença é que não nasci em berço de ouro e não sou sortudo o suficiente pra ganhar na loteria, talvez se eu jogasse...

Augusto Comte, não sei muito dele confesso, apenas, pelas primeiras impressões que é um cara “mala”. Do tipo que começa por baixo, passa a perna em todo mundo e vai pro topo. Tem muito disso na vida, muita gente “mala”, que faz o gênero espertinho capaz de tudo pra se dar bem. Digo estabelecendo um paralelo muito pouco aprofundado em relação ao moço lá do positivismo. Falo do fato de que ele começou como assistente de um filósofo e depois decidiu que suas idéias também eram suficientemente boas, tal qual as do chefe. Desse modo, como minha cabeça é um pouco fértil, imagino logo diversas situações como essas, nos tempos de hoje, onde muitas crias se voltam contra o criador... Passa a perna, se dá bem...

O mundo é dos espertos e não é de hoje...

Ta aí o Augusto Comte pra provar...

Provar que é uma chatice falar de tudo isso. Isso sim! Chega a dar sono, mas fazer o que? Não canso de repetir... Dessa vez nem precisa que o telefone toque pra que eu saiba que não nasci em berço de ouro e que também não sou sortudo o suficiente pra ganhar na loteria, talvez se eu jogasse...
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