sábado, 19 de fevereiro de 2011

Maria no volante...

Imaginar Maria dirigindo é quase como tentar visualizar Barack Obama de sunguinha e havaianas. Não fosse engraçado, seria épico. É quase como brincar de ache o erro na figura: Maria enfrentando um engarrafamento. Sob sua perspectiva e controle, a direção do automóvel do seu pai sendo guiado com tranquilidade e confiança.


Maria pra quem não sabe estuda comigo, é mais velha que eu, embora não queira admitir. “Míseros meses”, tenta ela se defender. Mas suficientes para que exploda uma guerra no mundo, ou que ele se acabe na sua infinita promiscuidade. Falei bonito, mas promiscuo está sendo eu por escrever “promiscuo”. Não combina muito comigo. Não ligo muito pro mundo, nem faço do meu tempo uma arma poderosa de combate a injustiça. A verdade é: Tô pouco me lixando pra tudo isso. Se a água ta acabando, se a camada de ozônio esta aumentando ou diminuindo, enquanto todos liberam CFC de diferentes modos, sejam eles quais forem. Minha parte estou fazendo. Parei de usar desodorantes em spay, não pq tenha me sensibilizado com toda essa questão sócio-ambiental, apenas pq manchavam minhas camisas.  

Ora, ora, ninguém me entende;


Ou ainda que a minha série favorita seja cancelada. Ainda estou falando do tempo de diferença entre as nossas idades. Nesse meio tempo, muito coisa pode realmente acontecer. Falo mais precisamente de 74 dias. Tudo bem, aqui estou eu novamente falando mais do meu besteirol habitual.
        
Às vezes paro pra pensar, e vejo que sou muito de dar voltas e nunca chegar numa conclusão imediata. Queria falar sobre o fato de imaginar Maria dirigindo e em muitos caracteres distorci todo o meu planejamento. Acho que isso se chama complicar a vida, fazer o que parece simples ser complexo.


Muito bem.


Enquanto rascunho esse post, fui interrompido justo por quem?


Quem se arrisca num palpite?


Maria!


Poxa.


Tentar definir o pq do meu espanto não é lá muito fácil, teria que conhecer bem a pessoa de quem estou falando. Maria é do tipo de pessoa meio frágil, não da pra imaginá-la num transito infernal lidando com curvas e manobras. É como se o Piu Piu tivesse sido jogado numa gaiola junto do frajola. Literalmente devorado.
        
Essa coisa de prejulgar as pessoas é meio banal, mas é geralmente assim. Direcionamos conceitos pra cada um e desse modo esperamos sempre atitudes coerentes com aquilo que estamos preparados.
        
O bom de tudo isso, é que de vez em quando quebramos a cara e vemos que nem tudo é como parece ser. Tudo bem que tive que tirar essa lição de algo tão comum, bobo, como dirigir um carro – que para mim não é comum, talvez por isso seja uma boa comparação. 
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